Q.Festival 2018 / 29 en 30 maart – Quarteto Lopes-Graça

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Genre: Klassieke Muziek
Datum & locatie

  • Donderdag 29 maart 2018 | 20.15 uur (deuren open vanaf 19.45 uur)
    Amstelkerk | Amsterdam
Tickets

Voorverkoop (via Stager – linkje volgt later – incl. € 1 servicekosten):

  • € 17
  • € 15 (voor stadspashouders)
  • € 10 (voor studenten)

Aan de deur:

  • € 18
Muzikanten

  • Luís Pacheco Cunha / viool
  • Maria José Laginha / viool
  • Isabel Pimentel / viola
  • Catherine Strynckx / cello

PT

MÚSICA PORTUGUESA PARA UM QUARTETO

FREITAS BRANCO, Luiz de
[Lisboa, 1890 – 1955]

Quarteto de Cordas (1910)
Moderato
Vivo
Lento
Animado

BRAGA-SANTOS, Joly
[Lisboa, 1924 – 1988]

Quarteto de Arcos nº 2, op. 29 (1957)
(Dedicado a Maria José Braga Santos)

Largo – Allegro moderato
Adagio molto – Andante con moto
Largo – Allegro molto vivace

Luiz de Freitas Branco, então um jovem de vinte anos, expressa no Quarteto todo o
explosivo conflito das impressões causadas pelas suas primeiras viagens a Berlim e Paris, o
convívio com Debussy e Viana da Mota, a audição de Pelleas e Melisande e da 9ª Sinfonia de
Beethoven, a implantação da República, a que assistiria em Lisboa, a dicotomia do seu
europeísmo e da sua portugalidade, que exprime numa entrevista publicada no jornal
Novidades (17-3): “Eu tenho, creia, o maior interesse em provar ao meu país, que sou, fundamentalmente, dentro da minha arte, um Português. Ontem, como ouviu, José Júlio Rodrigues, aludindo à minha filiação musical falou em Mussorgsky e Debussy. É certo que me tenho inspirado muito nos processos desses grandes músicos – como não podia deixar de ser – para me integrar no meu tempo. Mas, o que é facto, é que, inconscientemente, e segundo o próprio meu amigo crítico tem notado, existe nas minhas produções um fundo de meridionalismo que não é daqueles dois mestres – que é do meu sangue.

Joly Braga Santos é uma das principais figuras da Música Portuguesa do Século XX.
Sinfonista fecundo e inspirado, chefe de orquestra, director de gravação da RDP, crítico
musical e pedagogo, a sua acção multiforme foi um factor impulsionador da actividade
musical da sua época e a sua obra de compositor estará para sempre considerada entre as
grandes realizações artísticas de matriz autoral portuguesa.
“… JBS é caso nítido de descendência artística, com relação ao seu mestre, Luís de Freitas
Branco…”,
“…JBS é o inverso do artista que se dirige apenas a minorias privilegiadas…”
Quase quatro décadas mais tarde, estão comprovadas estas duas afirmações de João de
Freitas Branco. Longe de conquistar “minorias privilegiadas” a arte de Joly Braga Santos foi
consagrada pela adesão do, assim chamado, “grande público”.
Fiel ao seu desígnio fundador, o Quarteto Lopes-Graça embarca, de novo, na divulgação do
grande repertório camerístico português, de que as duas obras apresentadas são expoente
de eleição.
Não duvidamos que o público responderá ao apelo. Os ouvintes são o principal destinatário
deste gesto de defesa e de fruição de um acervo fulcral no devir da cultura musical
portuguesa.

Notas de Luís Pacheco Cunha e Alejandro Erlich-Oliva

Sobre o Quarteto Lopes-Graça

VENCEDOR DO PRÉMIO AUTORES / RTP 2010, na categoria MELHOR TRABALHO DE MÚSICA
ERUDITA, com o CD – MÚSICA PORTUGUESA PARA UM QUARTETO.

O Quarteto Lopes-Graça, constituído por músicos com notáveis carreiras solísticas e camerísticas, professores da Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa), formou-se em 2005 com o objectivo de dotar o Conservatório, à imagem de muitos dos seus congéneres no mundo, de um grupo de referência na área das cordas, com condições para desenvolver um trabalho permanente com output aos níveis da formação especializada em música de câmara (master-classes de quarteto) e da promoção da escola, no país e estrangeiro.
Desde então, o QL-G soube afirmar-se como agrupamento de referência na sua área, tendo actuado nas mais importantes salas e eventos musicais do país – Festa da Música e Dias da Música do Centro Cultural de Belém – edições de 2005, 2006, 2008, 2009 e 2011, Casa da Música / Porto, Grande Auditório da Culturgeste, Teatro de São Luíz, Teatro da Trindade, Teatro D. Maria II (17 de Dezembro de 2006 – centenário do aniversário de Fernando Lopes–Graça), temporada Em Busca de um Salão Perdido (Salão Nobre do Conservatório), Festival deMúsica de Paços de Brandão, Centro de Artes de Belgais, Encontros de Música do Alentejo 2009, por várias ocasiões nas temporadas do Eborae Música, em Évora, no primeiro aniversário do Centro Artístico de Braço de Prata, em Lagos (Al-Cultur 2009), Santarém (Inauguração da Biblioteca do Ginásio), Almada (Capuchos e Auditório L. Graça), Cascais (Museu da Música Portuguesa), Funchal (Teatro Baltazar Dias), Marvão, Castelo de
Vide, Caldas da Rainha, Caminha, Pombal, Viana do Castelo e em muitos outros projectos e espaços culturais.
Realizou ainda várias tournées aos Açores onde actuou com o Coral Vox Cordis.
Contemplado, por diversas ocasiões, com apoios do Ministério da Cultura, realizou concertos em vários pontos do país, nomeadamente no âmbito do recente Festival CRIASONS 2010 / 11, um evento dedicado à composição portuguesa contemporânea. É aliás este desígnio – a divulgação da nova música portuguesa – que tem inspirado a acção do QL-G nos anos mais recentes, realizando com frequência primeiras audições de obras que lhe são dedicadas por compositores nacionais.
Deslocou-se a Andorra, em 2010, com um programa vocacionado para a divulgação da cultura portuguesa naquele Principado. Em 2013 realizou uma digressão de um mês ao Brasil, no âmbito do evento Portugal no Brasil, com concertos em Curitiba, Brasília e Sorocaba. Em Novembro de 2014 participou, com três concertos, no XII Festival Internacional de Música Contemporânea de Lima, Peru.
Em 2016 deu um concerto em Amesterdão, organizado pela Q.Art. Terminou, recentemente, uma digressão à Argentina, tendo actuado nas mais prestigiadas salas da capital (Teatro Colón e Usina del Arte) e realizado uma Master-Class no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón.

Repertório
O agrupamento privilegia a apresentação de obras de compositores portugueses, considerando a relativa abundância de criações para quarteto de cordas de nível internacional oriundas de compositores como Santos Pinto, Viana da Mota, Cláudio Carneyro, Luís de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Joly Braga Santos, Fernando Lopes-Graça, ou outras, mais recentes, de António Victorino d’Almeida, João Nascimento, Amílcar Vasques Dias (obras dedicadas ao quarteto), Luís Tinoco.
Privilegiar a matriz autoral portuguesa é a tomada de consciência de que, no mundo contemporâneo, a marca identitária de um povo, mormente na Europa / Nação, se define, antes de mais, pelas suas valências culturais, que prevalecem sobre as geográficas e económicas, potenciando o seu desenvolvimento e diferenciação.
As grandes obras de clássicos como Haydn, Mozart, Cherubini, Beethoven, Schubert, Brahms, Dvorak, Tchaikovsky ou Shostakovich, balizam, no repertório do QLG, horizontes de qualidade, herança e tradição imanentes ao respirar de um agrupamento deste género.
Finalmente, a referência a outros universos musicais mais periféricos – ibérico, latino, americano (obras dedicadas ao agrupamento pelos compositores argentinos Alejandro Erlich Oliva e Diego Kovadloff) – relevam da curiosidade artística e permeabilidade à contaminação cultural do Quarteto, neste nosso mundo global.


Porto Caúnho, Tuttigusti & Casa Bocage

In Utrecht dineren de muzikanten in de Fundatie van Renswoude, zoals het gebruikelijk is geworden, en het eten komt van de échte Italiaanse cateraar en partner: Tuttigusti! In Amsterdam wordt een indoor picnic bezorgd door onze partner: Casa Bocage.

Ook zullen de muzikanten de Portugese bloemen in ontvangst nemen, oftewel de Porto Caúnho, van onze partners van Quinta do Caúnho!

Na afloop kan het publiek ook kennismaken met deze overheerlijk port!

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